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23 de Fevereiro de 2018

Matar ou Não Matar | Ciclo de Cinema

Questão controversa ao longo do século XX, questão ainda particularmente saliente no século XXI (visto que vários países ainda a mantêm em vigor), a pena de morte foi abolida em Portugal há 150 anos. Assinalamos a efeméride no âmbito da atribuição da Marca do Património Europeu à Carta de Abolição da Pena de Morte em Portugal (1867 2017), cujas comemorações se iniciaram em março de 2017 e prosseguem até julho de 2018, programando um conjunto relativamente extenso de exemplos da participação do cinema na discussão da pena de morte, em todas as suas implicações – legais, sociais, políticas, éticas, religiosas. A evocação do tema cruza praticamente um século (com ponto de partida no INTOLERANCE de Griffith, que colocava uma execução no centro nevrálgico dos seus cruzamentos temporais), atestando a sua perenidade na discussão pública, principalmente nos países onde ela subsistiu durante mais tempo (casos de França e Reino Unido, na Europa, e obviamente dos Estados Unidos, onde a pena de morte vigora ainda em vários estados). “Matar ou não Matar” foi o título português de um filme de Nicholas Ray (IN A LONELY PLACE) não diretamente relacionado com a pena de morte (e portanto não incluído no programa), mas adotámos a expressão para o título do Ciclo – ela resume, reduzindo a à expressão mais simples, a questão ética, e mesmo metafísica, subjacente à aplicação da pena de morte. E é uma dúvida, ou uma hesitação, que encontraremos diversas vezes nestes filmes, todos eles refletindo a existência prática da pena de morte à luz de conceitos como o crime, o castigo e o perdão.

Esta notícia foi publicada em 23 de Fevereiro de 2018 e foi arquivada em: Eventos.
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